"Com um elenco de peso e uma fotografia trabalhada, roteiro discreto e complexo, junto a uma história surpreendente, AWAKE vai dar o que falar."
Clayton Beresford Jr. (Hayden Christensen) é herdeiro de uma fortuna inigualável. O jovem de 22 anos vive com a mãe Lilith (Lena Olin) e administra as empresas deixadas pelo falecido pai. Mesmo parecendo ter tudo, Clay esconde da mãe o namoro com a bela Samantha Lockwood (Jessica Alba), que é apenas uma funcionária da família, impedindo inicialmente que os dois concretizem o relacionamento na igreja.
Como se não bastasse, Clay está na lista de espera por um transplante de coração. Quando chega sua vez de receber o órgão, Clay se prepara para a cirurgia. O que ele não esperava era que passaria por uma condição rara na mesa de cirurgia: após a anestesia geral, seu corpo não responde, mas sua mente está ligada a todo o processo externo. Clay tenta se comunicar com os médicos para avisar que está "acordado" e sentindo os cortes do transplante, mas acaba descobrindo algo inesperado.
Não! Não estamos falando de um filme de tortura "a lá" Hostel (Albergue), mas sim de um suspense empolgante com um ritmo precoce que deixa qualquer um louco, você está sujeito a muitas emoções neste filme, agonia enquanto Clayton é operado sem que a anestesia faça efeito, traído quando a verdade é revelada e mais ainda, emocionado quando os coadjuvantes se tornam os salvadores.
O filme se passa quase que por completo na cirurgia do protagonista, já citado antes, com os personagens, também já citados antes, criando laços entre si, seria complicado criticar o filme por completo sem revelar um de seus segredos, por isso decido parar por aqui, deixando apenas um recado: Se for assistir a apenas um só filme neste ano, que ele seja AWAKE - a vida por um fio.

Mateus Neiss Soares



