Quando um cão se torna protagonista...

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"Quando uma comédia romântica é protagonizada por um cão, tudo fica mais claro, mais divertido, e mais encantador, Marley e Eu tornou-se um sucesso, merecendo totalmente esse mérito"

  O filme tem um ambiente aconchegante, logo no inicio, quando temos a cena de abertura já somos apresentados aos protagonistas John (Owen Wilson) e Jenny (Jennifer Aniston), um casal jovem com um casamento começando, nada em incomum para um casal recém formado, porém aos 10 minutos de filme somos apresentados a estrela principal do filme, o cão, cujo não sei seu verdadeiro paradeiro ou nome, mas interpreta Marley, o cão que qualquer um jamais desejaria.

  Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse "dom" no DNA, justamente porque matara uma planta por excesso de cuidado: afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; só depois tem uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado á mãe, porém suas "preces" não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma. Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos, e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram - Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional.

  O filme emocionou a mim e a todos que estavam na sala de cinema, na saída pude ver rostos vermelhos e olhos inchados, também não é a menos, o final (a qual não vou revelar) libera uma reflexão de tal tamanho capaz de arrancar lagrimas de qualquer um, o cão Marley é único e a atuação dos maduros Owen e Jennifer é perfeita, e a trilha sonora também, o filme tem a comédia na medida certa, qualquer um que tenha um cão se identificaria com o casal, Marley e Eu é um espelho da nossa rotina, só que com um cão 100 vezes pior. David Frankel está de parabéns, conseguiu um bom resultado em O Diabo Veste Prada, e chegou com o mesmo porte neste seu último trabalho. Sobre o livro que deu o roteiro ao filme um muito obrigado, por ter colocado um trabalho tão bom em nossas vidas.

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