"Estou desanimado quanto ao Herrera", assentiu Sanchez. Os direitos econômicos do atleta (provavelmente o maior ídolo dos torcedores em 2008) são divididos entre o Gimnasia y Esgrima de La Plata (50%), o San Lorenzo e o empresário Raúl Delgado (25%). Estão avaliados em cerca de US$ 2,5 milhões - quase R$ 6 milhões, o dobro do que foi pago por Souza.
A diretoria do Corinthians alega que a alta do dólar provocada pela crise financeira internacional inviabilizou a aquisição de Herrera. Antes, chegou a propor o parcelamento da compra em 20 vezes, oferta que não seduziu o Gimnasia y Esgrima. Segundo o diretor-técnico Antônio Carlos, o maior empecilho para a transação vingar eram os 15% do valor a que Herrera teria direito no negócio. O jogador abriu mão de sua participação.
Sanchez, então, tentou manter o atacante no Parque São Jorge através de outro empréstimo, por mais um ano. Ofereceu US$ 400 mil (mais de R$ 900 mil) aos clubes argentinos e o mesmo contrato que já havia acordado com Herrera, válido por três temporadas e com aumento salarial. "O problema é que chega uma hora em que não querem mais emprestar. Tentamos até tabelar o dólar, mas eles foram irredutíveis. O objetivo deles é vender por aquele preço, e eu entendo isso", lamentou.
Desligado do Corinthians, Herrera já recebeu sondagens de Flamengo e Grêmio, seu ex-clube. A única solução para ele jogar ao lado de Ronaldo em 2009 seria o Gimnasia não conseguir vendê-lo pelo valor pretendido e, enfim, aceitar a proposta de empréstimo feita por Sanchez. Até o momento, entretanto, o clube argentino sequer a respondeu.
"Os argentinos são difíceis de negociar. Mas é normal, já que eles têm a mercadoria que nós queremos", disse o presidente Andrés Sanchez, apegado à última (e com chances remotas de vingar) esperança do Corinthians. "Se eles não receberem nenhuma proposta pela compra do Herrera, estamos de portas abertas para o jogador voltar a qualquer momento", torceu.

Recent Comments