RESULTADO DE VENDAS DO SALÃO MODA BRASIL 2009
REVELA CONFIANÇA DO VAREJO DE CONFECÇÃO NO 2º SEMESTRE
O balanço final de vendas do Salão Moda
Brasil, feira comercial de moda direcionada exclusivamente para lojistas que terminou
no ultimo dia 30 de junho, em São Paulo, revelou o entusiasmo dos mais de 20
mil compradores que compareceram ao evento para conhecer os lançamentos para a
temporada primavera-verão 2009/2010. Alguns dos expositores consultados,
através de pesquisa informal realizada pela New Stage, promotora do evento,
afirmam que poderão comercializar até 40% do seu faturamento anual através dos
contatos estabelecidos no Salão, enquanto outros comemoraram a conquista de
novos clientes ou mesmo a prospeção de compradores internacionais de paises da
Europa e Américas.
"As feiras são excelentes termômetros para
analisarmos o comportamento do mercado" avalia Ana Flores, diretora do Salão
Moda Brasil. "Nossas primeiras análises são bastante positivas e apontam que, mesmo
com a retração apontada nos primeiros meses do ano, o setor confeccionista deve
superar os resultados registrados no ano passado. Para alguns segmentos, como o
de moda intima, por exemplo, acreditamos que o crescimento deverá se manter na
casa dos dois dígitos", completa a executiva.
Segundo a promotora, a Lupo, tradicional
fabricante de meias e underwear, realizou vendas da ordem de R$ 3 milhões
durante o evento, apenas com os pedidos iniciais para a próxima temporada que
chegam no final de agosto às lojas de todo o Brasil. A Mash, outra tradicional
fabricante de roupa intima masculina vendeu 1 mês de produção durante o
Salão. A Lindelucy Lingerie, que apresentou ao mercado a nova coleção de
calcinhas e cuecas dotados com GPS, também realizou vendas referentes a 2 meses
de produção, além de agregar novos clientes de todas as regiões brasileiras.
Outros segmentos, como o masculino, também apresentaram resultados positivos. A
Colella, por exemplo, grife especializada em moda social masculina, comercializou
o equivalente a 1 mês de produção e estima que a participação no evento deva
responder por 40% do seu faturamento anual. Já a MPW, grife especializada em
t-shirts e pólos masculinas, teve 2 meses de sua produção comercializada
durante o evento, prevendo vender 50% de sua produção anual através dos
contatos realizados no Salão.
"Sem duvida, os volumes negociados
concretizados durante o Salão apontam para um aumento de confiança dos lojistas
para a próxima temporada. A primavera/verão, principal estação para os negócios
de moda no Brasil, possibilita um giro maior e mais diversificado de
mercadorias", finaliza Ana Flores.
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